segunda-feira, 6 de outubro de 2014

SURUBIM: O PEIXE DE NOSSA SENHORA APARECIDA


SURUBIM SUMIU
O atual lendário Rio Paraíba do Sul viveu centenas de anos com outro nome. Foi só os invasores chegarem e a cobiça indígena se instalou na região. Tribos se guerrearam e aniquilaram os naturais da região do Vale do Paraíba. Silvícolas chamavam esse rio de o Rio do Sorobis, devido ao peixe que aqui tinha em profusão: o Sorobis, hoje conhecido como Surubim do Paraíba e que está em extinção.
O rio era assim chamado devido a esse peixe ser o maior do lugar, chegando a pesar até 15 quilos, e, sendo peixe de couro, era mais fácil comer assado na trempe, além de render muito mais.
Em 1601, o naturalista Guilherme Glimmer, em sua passagem pelo Vale do Paraíba, mencionou que o rio se chamava Sorobis, devido ao peixe existente em suas águas.
Nos últimos dez anos, pesquisadores da CESP, Centrais Elétricas de São Paulo, vêm pesquisando o peixe na Estação de Piscicultura de Paraibuna. O objetivo é reproduzir a espécie para soltura nos rios Paraíba do Sul, Paraibuna e Paraitinga.
O PEIXE
Segundo o biólogo Danilo Caneppeli, da CESP, o denominado cientificamente Steindachneridion parahybae é um bagre que pertence à ordem dos Siluriformes, família Pimelodidae. Tem corpo achatado, com o dorso escuro marcado por manchas pequenas e alongadas, seus olhos são pequenos devido à predominância de atividade noturna e sua percepção do ambiente é auxiliada pela presença de barbilhões Endêmico da bacia do rio Paraíba do Sul e com biologia pouco conhecida, sua ocorrência natural é descrita normalmente associada a poções não muito profundos e a áreas intermediárias como os remansos do domínio das ilhas fluviais e os encontros de rios, porém, recentes capturas foram realizadas em meio à corredeiras, remansos profundos acima de cachoeiras e no período noturno em regiões mais rasas do rio, provavelmente quando saem em busca de alimento.

SURUBIM O PEIXE ABENÇOADO
O que o surubim teve a ver com Nossa Senhora Aparecida?
Em meados de 1717, Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal, futuro Conde de Assumar e governador das províncias de São Paulo e Minas Gerais, fez uma viagem de Lisboa à Vila de Nossa Senhora do Carmo (atual Mariana). No caminho, estava a Vila de Guaratinguetá, que depois foi fatiada em várias cidades, entre elas Aparecida do Norte.
Pois bem, quando chegou a notícia, para os lados de Aparecida, de que o Conde de Assumar passaria ali, três pescadores – Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves – foram convocados a sair em busca de peixes no Rio Paraíba para um banquete que seria oferecido ao conde.
Passaram horas e horas pescando, mas peixe que é bom não aparecia. Até que João Alves lançou a rede e pescou a imagem de Nossa Senhora da Conceição... Sem sua cabeça. Jogou novamente a rede no rio e apanhou a parte que faltava da santa. A partir de então, como um milagre, quase que não tinha mais lugar na rede para a quantidade de peixes que se enroscava nela.
Ao conde foi oferecido, enfim, um banquete. O peixe? Ah, sim, reza a lenda que o peixe era o surubim. A santa? Em 1929, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada “Padroeira do Brasil” por determinação do Papa Pio XI.
A viagem do Conde de Assumar foi registrada em um diário, publicado no livro Um Comerciante do Século XVIII, de Maria José Tavora e Rubem Queiroz Cobra.
Um trecho do livro tem o seguinte texto
“(...) Tivemos a fortuna de tirar um pouco de peixe, que comemos cozido com água, sem azeite nem vinagre, porque não havia” – numa praia, nas imediações de Guaratinguetá.





terça-feira, 5 de agosto de 2014

Pontos de venda no Vale do Paraíba - SP
ou pelos Correios

Bananal- Faz. Coqueiros- Estrada dos Tropeiros – km 309 / Casa Artesão- Pça. Rubião Junior, 97 Solar Aguiar Valentim. / Banca Jornal- Rua central.
Cachoeira Paulista- Rest. Fornace- AV. Sara Kubitschek,779
Cunha- Pous. Vila Rica-Rua José Arantes Filho, 87 / Pous. Dona Felicidade- Rod. Cunha/Paraty , km50,5+1km de terra. / Casa Artesão- R. José Arantes Filho,27 / Rest. O Gnomo-Estrada municipal do ribeirão,km 5,3 
Cruzeiro - Essencia do vale. Rod. Cruzeiro/IPassa Quatro, km 221
Guaratingueta - Gruta da Gratidão Estrada Guará/Cunha, km 1. – Museu  Frei Galvão - centro
Natividade da Serra – Banca de jornal - centro
Paraibuna - Cachaçaria Parahybuna –Mercadão / Rest. Fazendão – Rod. dos Tamoios, km 45 / Banca Jornal – Largo do Mercado.
Pinda - Rest. Colmeia – Estrada do Ribeirão Grande, km  6
Piquete - Fabrica de Chocolates – Estrada Itajubá, km 32 
Quiririm - Casa da Elisa – Rua Virgílio Valério, 57
S. A. Pinhal - Faz. Renópolis – Estrada Campos Jordão, km 38 / Estação de Trem – Trevo / Café Matinal – Av. Ministro Nelson H, 426 / Atelier Eduardo Miguel - Est. do barreiro, km 1
São Luiz Paraitinga - Rest. Sol Nascente – Largo das Mercês, 2 / Empório da Roça- Rod. Ubatuba, Km 47,5  / Pous. Sertão das Cotias – Rod. Ubatuba, km 52,5 / Inst. Elpidio dos Santos – centro
 São Francisco X.- Dona Xica – Rua central / Pesq. Pantanal  -Rod. Monteiro/São Francisco km 15
S. J. Barreiro - Rest. Rancho – Praça da Matriz / Café Mavic – Praça da Matriz.

Silveiras -  Sítio Pinhal –Estrada dos macacos, km 18 + 300m / Atelier Entre no Paraiso – Portal da Cidade

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Exposição do João Rural






A Fundação Cultural "Benedicto Siqueira e Silva" tem o prazer de convidá-lo para a Exposição "OUTROS CAIPIRAS" de João Rural.
Data: 6 a 30 de Junho
Horário: 8h às 21h
Local: Fundação Cultural "Benedicto Siqueira e Silva"
(Praça Monsenhor Ernesto Almírio Arantes, 64, centro - Paraibuna/SP)
João expõe gente rural.
João Rural expõe 40 fotos na Fundação Cultural “Benedito Siqueira e Silva”, de Paraibuna, mostrando retratos de caipiras de todo o Vale, principalmente de sua cidade.
O trabalho de João é uma seleção de seu imenso arquivo sobre o Vale, que chega à quase cem mil fotos. As fotos registram principalmente gente e costumes do sertão e até mesmo moradores da cidade que ainda vivem nesse mundo caipira.
As pessoas, costumes e, principalmente, a alma dos caipiras sempre foram atrações para a objetiva de João Rural. Um caipira assumido que sempre buscou retratar o que via à sua volta.
“Tudo isso vem da vida de viajante que tive elo Vale, nos últimos 30 anos, convivendo e retratando”, afirma João. Um trabalho feito todo em filme preto e branco e, nada de foto digital ou cor. A exposição acontece de 6 a 30 de junho na Fundação Cultural  localizada na Praça da Matriz da cidade.
Texto: João Rural
VENHA PRESTIGIAR!!! CONTAMOS COM A SUA VISITA!!!
Para mais informações: (12) 3974-0283 / comunicacao@culturaparaibuna.org.br
Pça. Monsenhor Ernesto Almírio Arantes, nº. 64 – Centro – Paraibuna/SP.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Revelado quem inventou que a represa ia estourar!

Por Rogério Faria






A mãe Dinah se foi. Nada que ela não tivesse previsto, claro... Perdeu a convocação do Felipão. Pena ela não poder ter tido o gostinho de dizer mais uma vez, ao ver a escalação, “Eu já sabia!”. Mas ela me faz lembrar um causo ocorrido, durante minha adolescência, na minha Paraibuna, cidadezinha caipira de menos de 20 mil habitantes no Vale do Paraíba, interior de São Paulo.


Há vinte anos, acho que em 1995, alguns amigos e eu assistíamos a um filme quando alguém teve a ideia de espalhar um boato de que a Mãe Dinah teria previsto o estouro da represa de nossa cidade. Trate-se de um reservatório gigante, com 760 quilômetros de perímetro e cinco bilhões de metros cúbicos de água. Um paredão separa aquele mar de água-doce da pequena área urbana no vale lá embaixo.


Lembro-me de escolhermos uma data específica, o dia 25 de março, dali a algumas semanas, aniversário do pai de um daqueles imberbes conspiradores. Cada um tinha uma tarefa: espalhar no clube, na escola, na família.


A Mãe Dinah estava em destaque na época. Fazia previsões no atacado em programas dominicais.


Dias depois, um colega que não tinha participado da reunião me contou que a amiga da mãe dele conhecia uma vizinha que tinha uma prima que viu com os próprios olhos a Mãe Dinah fazer o vaticínio no programa de auditório do Gugu. A brincadeira tinha saído do controle.


À época, foi uma comoção “nacional”... em Paraibuna, movimentando a rotina de seus habitantes. A gente ouvia história de pessoas aterrorizadas, famílias se mudando, fazendeiros doando suas terras. O confessionário, então, estaria movimentadíssimo; todos queriam estar em paz com o Criador!


Será que finalmente se concretizaria a antiga maldição da cobra grande? A lenda conta que, enterrada embaixo da cidade, dorme uma cobra gigantesca, com parte do corpo embaixo da represa. Um dia, ela irá finalmente se levantar e derrubar a represa, inundando a cidade. Era a hora?


Eu fazia o colegial na cidade grande, São José dos Campos. Lá, um amigo veio contar que havia assistido a uma reportagem no jornal vespertino da TV Vanguarda, retransmissora da Globo, sobre a tragédia profetizada. A, então, ilustre vidente teve que ir à tevê se explicar. Disse que não tinha previsto nada daquilo. Não bastou para acalmar os paraibunenses.


Dia 25 de março chegou. A primeira página do saudoso Notícias Populares daria algo do tipo “Hoje Paraibuna vai pro brejo!”. Foi um dia de churrasco, bebida, música e alegria. Lembram que era aniversário do pai do meu amigo? E veio o dia 26 de março. Paraibuna ainda estava lá. E continua até hoje. Não foi dessa vez que a cobra se levantou...


Mãe Dinah deixará saudades por ter feito parte da história dessa pacata cidade. No fundo, gostaria de ter olhado nos olhos dela por uma última vez e perguntado: “Mãe Dinah, o Brasil vai ganhar a Copa?”

terça-feira, 22 de abril de 2014

RAPADURINHA DE PARAIBUNA NA RECORD


 A rapadurinha do produtor Jotinha, de Paraibuna, foi objeto de reportagem da TV Record. Considerada o açúcar do bem, a rapadurinha é consumida por alunos da escola local e outras cidades. A rapadurinha vem fazendo tanto sucesso, que o produtor já está ampliando sua produção.
João Rural

www.tvchaocaipira.com.br
www.nascentesdoparaiba.com.br

(12) 99763-2815

quarta-feira, 9 de abril de 2014

É Taioba, Beldroega...

          É TAIOBA, BELDROEGA...
Estivemos recentemente em Paraty, pra conhecer os restos da antiga Estrada Real. Por alí, subindo a serra, em direção à Cunha, encontramos as pedras carcomidas pelo tempo, com alguns trechos ainda quase perfeitos.
É de se imaginar quantos cascos de burros e mulas carregadas passaram por alí, durante pelo menos três séculos. Mas é de se valorizar os homens que enfrentaram esse árduo caminho, primeiro para retirar o ouro das minas gerais e, depois, descer com o café para o porto.
Aliás, é bom ressaltar que o calçamento do caminho foi feito somente no século XIX, para o transporte do café.  No período de 1720 a 1820, o caminho ficou quase abandonado, passando somente as cargas normais. O caminho foi feito em cima da antiga trilha dos índios Guaianases, bem antes da chegada dos europeus.
E andando pelas laterais desse caminho encontramos uma profusão de plantas renegadas atualmente. Tem beldroega, inhame, taioba, caruru e muita banana. Alí ficaram esses resquícios da alimentação natural que os viajantes da época comiam, adicionando quirera de milho ou fubá. Era o alimento que dava sustância para tanta caminhada.

Encontramos a beldroega lutando para nascer, entre as pedras das ruas de Paraty. Com certeza, descendente direta dos primeiros pés que alí nasceram, sabe-se lá quando...

Paraty - RJ
Paraty - RJ
Taioba
Beldroega

domingo, 23 de março de 2014

Perfil do pequeno produtor rural sustentável

O Instituto Chão Caipira está realizando um trabalho de pesquisa sobre o caipira e sua sustentabilidade na roça, principalmente no que se refere a alimentação. Recentemente a agrônoma Oscarine Prado esteve no Sítio do Seu João Camilo, no Bairro do Remedinho, em Paraibuna, onde fez um perfil da propriedade.
Este trabalho será publicado brevemente pelo Instituto.
Se você sabe de alguma pequena propriedade no Vale do Paraíba, que tenha um produção variada em pouca terra, tipo 1 a 2 alqueires, nos comunique pelo e-mail do diretor cultural joaoruraal@bol.com.br

Oscarine com o produtor João Camilo