quinta-feira, 5 de junho de 2014

Exposição do João Rural






A Fundação Cultural "Benedicto Siqueira e Silva" tem o prazer de convidá-lo para a Exposição "OUTROS CAIPIRAS" de João Rural.
Data: 6 a 30 de Junho
Horário: 8h às 21h
Local: Fundação Cultural "Benedicto Siqueira e Silva"
(Praça Monsenhor Ernesto Almírio Arantes, 64, centro - Paraibuna/SP)
João expõe gente rural.
João Rural expõe 40 fotos na Fundação Cultural “Benedito Siqueira e Silva”, de Paraibuna, mostrando retratos de caipiras de todo o Vale, principalmente de sua cidade.
O trabalho de João é uma seleção de seu imenso arquivo sobre o Vale, que chega à quase cem mil fotos. As fotos registram principalmente gente e costumes do sertão e até mesmo moradores da cidade que ainda vivem nesse mundo caipira.
As pessoas, costumes e, principalmente, a alma dos caipiras sempre foram atrações para a objetiva de João Rural. Um caipira assumido que sempre buscou retratar o que via à sua volta.
“Tudo isso vem da vida de viajante que tive elo Vale, nos últimos 30 anos, convivendo e retratando”, afirma João. Um trabalho feito todo em filme preto e branco e, nada de foto digital ou cor. A exposição acontece de 6 a 30 de junho na Fundação Cultural  localizada na Praça da Matriz da cidade.
Texto: João Rural
VENHA PRESTIGIAR!!! CONTAMOS COM A SUA VISITA!!!
Para mais informações: (12) 3974-0283 / comunicacao@culturaparaibuna.org.br
Pça. Monsenhor Ernesto Almírio Arantes, nº. 64 – Centro – Paraibuna/SP.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Revelado quem inventou que a represa ia estourar!

Por Rogério Faria






A mãe Dinah se foi. Nada que ela não tivesse previsto, claro... Perdeu a convocação do Felipão. Pena ela não poder ter tido o gostinho de dizer mais uma vez, ao ver a escalação, “Eu já sabia!”. Mas ela me faz lembrar um causo ocorrido, durante minha adolescência, na minha Paraibuna, cidadezinha caipira de menos de 20 mil habitantes no Vale do Paraíba, interior de São Paulo.


Há vinte anos, acho que em 1995, alguns amigos e eu assistíamos a um filme quando alguém teve a ideia de espalhar um boato de que a Mãe Dinah teria previsto o estouro da represa de nossa cidade. Trate-se de um reservatório gigante, com 760 quilômetros de perímetro e cinco bilhões de metros cúbicos de água. Um paredão separa aquele mar de água-doce da pequena área urbana no vale lá embaixo.


Lembro-me de escolhermos uma data específica, o dia 25 de março, dali a algumas semanas, aniversário do pai de um daqueles imberbes conspiradores. Cada um tinha uma tarefa: espalhar no clube, na escola, na família.


A Mãe Dinah estava em destaque na época. Fazia previsões no atacado em programas dominicais.


Dias depois, um colega que não tinha participado da reunião me contou que a amiga da mãe dele conhecia uma vizinha que tinha uma prima que viu com os próprios olhos a Mãe Dinah fazer o vaticínio no programa de auditório do Gugu. A brincadeira tinha saído do controle.


À época, foi uma comoção “nacional”... em Paraibuna, movimentando a rotina de seus habitantes. A gente ouvia história de pessoas aterrorizadas, famílias se mudando, fazendeiros doando suas terras. O confessionário, então, estaria movimentadíssimo; todos queriam estar em paz com o Criador!


Será que finalmente se concretizaria a antiga maldição da cobra grande? A lenda conta que, enterrada embaixo da cidade, dorme uma cobra gigantesca, com parte do corpo embaixo da represa. Um dia, ela irá finalmente se levantar e derrubar a represa, inundando a cidade. Era a hora?


Eu fazia o colegial na cidade grande, São José dos Campos. Lá, um amigo veio contar que havia assistido a uma reportagem no jornal vespertino da TV Vanguarda, retransmissora da Globo, sobre a tragédia profetizada. A, então, ilustre vidente teve que ir à tevê se explicar. Disse que não tinha previsto nada daquilo. Não bastou para acalmar os paraibunenses.


Dia 25 de março chegou. A primeira página do saudoso Notícias Populares daria algo do tipo “Hoje Paraibuna vai pro brejo!”. Foi um dia de churrasco, bebida, música e alegria. Lembram que era aniversário do pai do meu amigo? E veio o dia 26 de março. Paraibuna ainda estava lá. E continua até hoje. Não foi dessa vez que a cobra se levantou...


Mãe Dinah deixará saudades por ter feito parte da história dessa pacata cidade. No fundo, gostaria de ter olhado nos olhos dela por uma última vez e perguntado: “Mãe Dinah, o Brasil vai ganhar a Copa?”

terça-feira, 22 de abril de 2014

RAPADURINHA DE PARAIBUNA NA RECORD


 A rapadurinha do produtor Jotinha, de Paraibuna, foi objeto de reportagem da TV Record. Considerada o açúcar do bem, a rapadurinha é consumida por alunos da escola local e outras cidades. A rapadurinha vem fazendo tanto sucesso, que o produtor já está ampliando sua produção.
João Rural

www.tvchaocaipira.com.br
www.nascentesdoparaiba.com.br

(12) 99763-2815

quarta-feira, 9 de abril de 2014

É Taioba, Beldroega...

          É TAIOBA, BELDROEGA...
Estivemos recentemente em Paraty, pra conhecer os restos da antiga Estrada Real. Por alí, subindo a serra, em direção à Cunha, encontramos as pedras carcomidas pelo tempo, com alguns trechos ainda quase perfeitos.
É de se imaginar quantos cascos de burros e mulas carregadas passaram por alí, durante pelo menos três séculos. Mas é de se valorizar os homens que enfrentaram esse árduo caminho, primeiro para retirar o ouro das minas gerais e, depois, descer com o café para o porto.
Aliás, é bom ressaltar que o calçamento do caminho foi feito somente no século XIX, para o transporte do café.  No período de 1720 a 1820, o caminho ficou quase abandonado, passando somente as cargas normais. O caminho foi feito em cima da antiga trilha dos índios Guaianases, bem antes da chegada dos europeus.
E andando pelas laterais desse caminho encontramos uma profusão de plantas renegadas atualmente. Tem beldroega, inhame, taioba, caruru e muita banana. Alí ficaram esses resquícios da alimentação natural que os viajantes da época comiam, adicionando quirera de milho ou fubá. Era o alimento que dava sustância para tanta caminhada.

Encontramos a beldroega lutando para nascer, entre as pedras das ruas de Paraty. Com certeza, descendente direta dos primeiros pés que alí nasceram, sabe-se lá quando...

Paraty - RJ
Paraty - RJ
Taioba
Beldroega

domingo, 23 de março de 2014

Perfil do pequeno produtor rural sustentável

O Instituto Chão Caipira está realizando um trabalho de pesquisa sobre o caipira e sua sustentabilidade na roça, principalmente no que se refere a alimentação. Recentemente a agrônoma Oscarine Prado esteve no Sítio do Seu João Camilo, no Bairro do Remedinho, em Paraibuna, onde fez um perfil da propriedade.
Este trabalho será publicado brevemente pelo Instituto.
Se você sabe de alguma pequena propriedade no Vale do Paraíba, que tenha um produção variada em pouca terra, tipo 1 a 2 alqueires, nos comunique pelo e-mail do diretor cultural joaoruraal@bol.com.br

Oscarine com o produtor João Camilo

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O homem borracha que virou livro


O Instituo Chão Caipira “Malvina Borges de Faria” lança mais uma publicação da coleção Caderno Cultural. Desta vez o homenageado é o paraibunense Zé Borracha, conhecido pelos seus causos e piadas sobre as pessoas locais. O lançamento acontece dia 2 de Março, de manhã, domingo de carnaval, no Largo do Mercado e vai ter o autor autografando e contando causos.
Zé tem uma característica muito especial de contar seus causos, pois não fala besteira em hipótese nenhuma.
Pessoa simples da roça, nasceu José Antônio dos Santos, em 8 de Julho de 1951 no Bairro do Ribeirão Branco, filho de Vicente Neves dos Santos e Pedrina Soares de Faria. Depois de uma infância roceira, com sete anos foi morar em Paraibuna, na Rua do Dominguinho. Como a família era católica, Borracha foi para a cruzada ser coroinha na Igreja Matriz. A irmã era costureira e fez um terninho branco para ele e um irmão. Andavam juntos pela rua com destino à missa. E, assim, seu irmão passou a ser conhecido como papagaio e ele periquito. Estudou até a admissão e depois voltou pra morar no Bairro Escaramuça, onde ficou um ano, ajudando o pai na produção de leite. Em 1970, foi embora para São José dos Campos, onde ficou seis anos trabalhando na Avibrás e General Motors como colocador de ferramentas. Casou-se em 1973 e teve três filhos e dois adotivos. Tem quatro netas e uma bisneta. O primeiro filho, já falecido, virou o Borrachinha. Em 1976, voltou pra Paraibuna e foi trabalhar num bar de seu tio em frente ao cemitério, com uma borracharia ao lado. Em seis meses, comprou este negócio do seu tio, para ficar a vida inteira. Nasceu assim o Zé Borracha.A contar causos, começou na General Motors, onde conheceu outros contadores. Passou então a decorar causos e recontá-los, principalmente
adaptando com a realidade do Ribeirão Branco. Escreveu no Jornal Folha da Serra; participou de concursos e, em 1983, fez o primeiro show no Caipira Restaurante e Bar, do João Rural. A parti de então fez apresentações em vários locais e festas.Um grande momento como contador de causos foi no programa Viola Minha Viola, gravado em Paraibuna. No Revelando São Paulo, apresentou-se várias vezes e, mais recentemente,
gravou com Vinicius Valverde para o Papo Vanguarda. O apresentador considera uma das melhores entrevistas que fez para seu programa. “Istandapi”? Ele não sabe o que é isso! Achava até que era uma doença
pegajosa... Quando ouviu a explicação, descobriu que fez isso a vida inteira, mas o jeito caipira sempre sobressaiu.
Considera que o causo não acaba, a cada dia pode aparecer uma nova  história. Muitas vezes uma coisa insignificante pode virar um causo. Um detalhe interessante: em seus causos não há sequer uma besteira, uma
baixaria. “Hoje em dia, causos têm que ter apelação, palavreado pesado, o que não vale a pena. Pretende continuar na borracharia onde fez a vida, mas quem encosta por ali sempre leva um causo de graça.

João Rural