segunda-feira, 25 de junho de 2012


Cumê Divagarinho na Vanguarda

Vocês sabiam que aqui em Paraibuna, o Instituto Chão Caipira lançou o movimento “Cume Divagarinho”.
Pois é, a arte de cozinhar que muitos não conhecem.

Vejam no link



segunda-feira, 18 de junho de 2012

Filosofando na serra

Ainda em Santo Antonio do Pinhal, fui até o atelier do Eduardo Miguel. E como ele mesmo diz, “não sou artesão e nem artista, sou apenas um caipira que gosta de filosofar”. Eduardo Miguel vê em cada galho, cada graveto, cada lasca de madeira uma verdadeira obra de arte. E é isso que faz suas obras serem únicas e incomparáveis.



Mas as peças que eu mais admiro são os anéis de madeira. São únicos e diferentes, cada um tem seu charme e seu estilo. Sempre que vou lá fico namorando os anéis.
E nessa minha ultima visita tive uma surpresa, não é que o próprio Eduardo Miguel me deu um de seus anéis de presente! E ainda disse que poderia escolher qual eu quisesse. Fiquei muito surpresa e muito feliz. Ah! E confusa também, muito difícil escolher um, eram todos muito lindos. Optei pelo que serviu melhor, e Eduardo me disse que foi feito do nó do pau-brasil, é como se fosse o coração da árvore.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Um chá de FELICIDADE




Desta vez, subi a serra para Santo Antonio do Pinhal. Sentir o gostinho do frio por lá. E que friozinho! Mas, para esquentar um pouco, nada melhor que um bom chá na Fazenda Renópolis, com a Débora e Dn. Denise, especialistas nesse assunto.  
 


Aliás, especialistas no assunto da vida. Mulheres de coragem, que largaram tudo em São Paulo para viver na charmosa Santo Antonio. Elas definitivamente colhem o que plantam, desde as ervas que fazem os chás, as frutas que viram doces, geléias e compotas até a bucha e o milho que viram artesanatos.
Dona Denise me contou que tudo que tem lá na fazenda é feito por elas mesmas. Quanta disposição dentro dessa senhora, que me contou se sentir mais jovem do que muitos jovens por ai. A alegria dela é ver a plantinha nascer, a bucha crescer, a orquídea se abrir e todas as coisas incríveis que a natureza proporciona a elas.
Hoje a Fazenda Renópolis é uma RPPN (Reserva Particular Patrimônio Natural) que aliás, era o sonho da Débora e da Dn. Denise.



  


E hoje elas são felizes assim. Plantando, colhendo, nos servindo chás, proseando e dando muitas risadas.E, lógico, plantando e distribuindo felicidades...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Procurando os ancestrais.


Chegando em Cunha, fui até o Museu Municipal para prosear com o João Veloso. Grande pesquisador e historiador da região. Contei a Veloso que estava a procura de meus antepassados. E descobri que meu tataravô veio de Cunha. Disposto a me ajudar João Veloso me mostrou seus arquivos. Procurei um tempão e nada encontrei. Veloso me contou que há alguns anos atrás vários documentos foram perdidos num incêndio. Uma pena! Mas não vou desistir, vou continuar procurando e ainda vou montar minha árvore genealógica. 





E aproveitando que estava num museu, fui conhecer um pouco mais da história da nossa região. 


Museu

Projetor de cinema de 100 anos atras

equipamentos de cinema

armamentos da revolução de 1932





segunda-feira, 28 de maio de 2012

Iça, Histórias e Ferradura



Em Lagoinha, conheci o ex-prefeito que come iça. O Sr. Galvão, e o que é mais engraçado é que ele congela as tanajuras para comer o ano inteiro. Ele até me deu um pouco para trazer pra casa. E assim que cheguei, fui logo preparar minha formiguinha. Alguém ta servido?






Depois de prosear com o Sr. Galvão, fui atrás do Seu Darcino, um tropeiro veio que ha muito tempo trabalhou na Fazenda Santana em Cunha. Fiquei um tempão ouvindo seus causos e histórias. E a mais engraçada é a da Dona que tinha bigode. Foram tantas histórias que até me esqueci da hora.


Me despedi do seu Darcino e fui rumo a Cunha. Mas a hora que estava saindo, presenciei uma cena pouco comum. Enquanto o senhorzinho segurava o pé do cavalo, a moça batia os cravos. Isso que é trabalho em equipe.

 
Bem, deixa me ir porque ainda vou pra Cunha. Até já

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Capelas e sabor japonês




Passando por Arujá para fazer umas pesquisas, contei com a ajuda do também pesquisador Afrânio Barreto, que sabe tudo de Arujá. E ele me contou que no meio dos modernos prédios, casas e avenidas ainda permanecem histórias esquecidas ou pouco lembradas. Como no caso das capelas e igrejas. Que foram construídas pelas mãos dos escravos à muitos anos atrás. Mas que ainda guardam suas arquiteturas e histórias antigas.


E como nesse país tudo é rural eu descobri que no meio daquela cidade grande e moderna, ainda permanece tradições antigas, como a do celeiro Pedro Almeida que é artesão do couro, faz selas australianas artesanalmente e concerta qualquer tipo de arreio.





E depois de um dia de descobrimentos, vamos comer né. Porque ninguém é de ferro, e aproveitando que eu estava na cidade grande porque não experimentar um prato pouco comum no interior. Fui jantar num restaurante japonês e comer com rachi. Ou melhor, tentar comer com o rachi, porque não é nada fácil. E antes que eu me atrapalhasse toda com aqueles palitinhos, peguei logo o garfo e a faca e mandei ver um pratão de yakissoba.



Antes
Depois...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

pinheiro, pinha, pinhão..


Festival do Pinhão em Cunha e eu, claro, fui dar uma bisbilhotada. Pra começar, eu não imaginava o tanto de coisas gostosas que da para fazer com o pinhão. É doces, salgados, massas, bolos, pratos chiques, simples... Mas todas muito saborosas e nutritivas. Pois era de pinhão que passavam os viajantes e tropeiros do século passado. 

É, o pinhão já alimentou e alimenta muita gente até hoje. O que antes era uma necessidade, hoje é festival. Com direito a degustação dos pratos e tudo. E eu que não sou boba, fiz questão de ir até o Parque Estadual da Serra do Mar (núcleo de Cunha), onde acontece essa degustação toda, para experimentar algumas delícias.  

Chegando lá percebi que só pelo visual já tinha valido a pena, pois tem em sua porta de entrada a cachoeira do parque, pena que estava frio.